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[Livro das Virtudes] Arcanjo S. Sylphael

 
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Jane_x
Cardinal
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MessagePosté le: Ven Aoû 02, 2013 12:26 pm    Sujet du message: [Livro das Virtudes] Arcanjo S. Sylphael Répondre en citant

Citation:
Hagiografia do Arcanjo Sylphael

O rolo deste manuscrito foi encontrado além da grande planície numa das antigas grutas de Mogao, em Dunhuang, e trazido pelo irmão Guillaume de Rubrouck há duzentos anos.


Eu, Nemrod Aggadoth que fui testemunha da queda Oanylone por castigo divino e que não devo a salvação da minha vida a mais que ao dever que me foi outorgado pelo Altíssimo de transmitir este testemunho às gerações futuras, deixarei, no limiar da minha vida e à prosperidade humana, a história detalhada de tudo o que lá vi.
...


O incrível destino de Sylphael de Hedon

Nestes tempos conturbados para a Cidade, vivia um jovem chamado Sylphael de Hedon. Sabia destacar-se em sociedade, era dotado de talentos em todas as artes, mas o que causava admiração no seu entorno era a sua extraordinária capacidade de desfrutar de cada momento da vida.
Encontrávamo-lo frequentemente na companhia de dois colegas de taberna, Colomba a Radiante e Lúcifer o Ciclónico, mas enquanto este último se embriagava excessivamente até ao ponto de se tornar violento próximo do coma alcoólico (dando lugar ao celebre gracejo “quando Lúcifer bebe, Colomba tosse”) Sylphael, rei das noites de Oanylone, provava todos os vinhos e depois seguia ligeiramente cambaleante para o seu concerto de lira em benefício da associação «sabedoria reunida de Oane». Eram visíveis todas as tochas dos seus aduladores emocionados enviá-lo direito ao firmamento.

Frequentemente, no dia seguinte ao raiar da aurora e após ter encontrado novas fontes de deleite estudando com Colomba, não era raro ver Sylphael preparar uma chávena de chá à beira do leito de um Lúcifer com aparência ruinosa, nauseabundo e pálido.
“Confundes diversão e felicidade, meu pobre Luc!” dava o sermão Shylphael enquanto o seu amigo se preparava para um dia de mortificação e auto punição de todos os tipos, porque era como um cata-vento louco. Lúcifer o versátil não parava de passar de um estado de sede de prazer extremo a uma sensação de culpa e depressão «e assim porás à prova duramente o teu corpo com incessantes privações, com eternos excessos».
Algum tempo mais tarde, Colomba, sucumbindo ao charme desbastador de Sylphael o voluptuoso, casou com ele. Contudo, pese a sua insolente felicidade ambos os jovens se preocupavam com o seu amigo, que tal como muitos outros habitantes de Oanylone, se afundava a cada dia num abismo sem fundo, combinando a prática de costumes sexuais preocupantes durante a noite e, formulando estranhas orações durante o dia, prostrados e nus no topo de uma coluna sob o olhar atento da Criatura Sem Nome.
Esta trabalhava doravante por todos os lados na cidade, saindo da penumbra, cheirando as suas presas entre os escombros cada vez mais numerosos sob os golpes violentos da cólera de Jah, porque a hora do castigo tinha começado.


A rebelião dos corruptos

A Criatura Sem Nome tinha encontrado facilmente os seus servos entre os mais desregrados da Cidade, num total de sete, dos quais Lúcifer, o Ciclónico e seus representantes difundiam os seus maus pensamentos com uma desconcertante facilidade, incutindo nas mentes desviadas, através do medo, ideias obscuras tais como:
“Jah criou os ricos para dar aos pobres o paraíso em espectáculo” “O ser humano recuperará os seus bens se não tiver nenhuma duvida da fraqueza de Jah” “A eternidade é longa, principalmente perto do fim” tanto e até que a cólera assim alimentada desencadeou uma massacre.
Uma manhã encontramos desventrado, entre os escombros e entre muitos outros, o corpo de Colomba e pela primeira vez vi Sylphael desmoronar-se ao mesmo tempo em que a Cidade entrava em colapso.


A tentação

Dois dias mais tarde, enquanto a Cidade em ruínas era abandonada por seus habitantes, vi Sylphael correr em todos os sentidos num beco. A sua tez estava pálida. Contou-me esta história:
“Esta noite acordei subitamente, sentindo a presença de uma forma sob o meu lençol: esta parecia passar ao meu lado e depois enrolar-se à volta das minhas pernas até que me abraçou completamente. Fui tomado por uma angústia opressiva, no entanto, acreditei reconhecer nesta forma o corpo de Colomba, a minha falecida esposa e ao mesmo tempo que o terror pouco a pouco me invadia estava repleto de imensa ternura a seu respeito, mas sabia que ela partira para sempre e este sentimento dava lugar a uma sensação de falta e a uma dor incontrolável, de repente percebi que estava preso a um malefício extraordinário e devia lutar com todas as minhas forças para não ceder perante tal abominação. Sem dúvida paralisado por um medo intenso tinha a maior das dificuldades para me mexer e a coisa aprisionava-me como um torno. Após intermináveis segundos, consegui alcançar a lâmpada de óleo (pensava apenas acender a luz para enfrentar o sortilégio) mas a chama não se acendeu. Então, cedendo ao pânico, debati-me com a energia do desespero, porque desta vez iria morrer não parei de gritar «vai embora», em litania contínua e cada vez mais forte, para a força maléfica de que era vitima. O meu pulso acelerou, o meu coração palpitava tão rápido que ia explodir, a coisa afrouxou o seu aperto e depois não senti mais nada, acendi a lâmpada e desta vez, estranhamente, fez-se luz.
O resto da noite meditei sobre esta tentativa de possessão da Criatura Sem Nome e o estado de acídia que quase me matou quando estava petrificado pela angústia.
Precisamos de aceitar a ira de Jah, e esta cidade, fomos nos que a condenamos à destruição, irei reunir-me com o grupo de virtuosos.
“perdoa-me meu amigo” disse-lhe “mas como esperas tu encarnar uma virtude, tu cuja existência foi totalmente dedicada aos prazeres?”
Ele respondeu “porque esta virtude é o prazer mesmo! Jah deu-nos os sentidos para desfrutar e porque o amor da vida continua a ser o Amor”
Sem demora partiu para rezar para salvar o mundo em companhia dos Virtuosos reunidos na sétima Porta.

A cidade de Oanylone, edificada em forma de esfera continha oito portas correspondentes às subdivisões cardinais e a porta de Oeste era a sétima, observei Sylphael afastar-se em direcção ao oeste, esta foi a última vez que o vi.
Infinitamente mais covarde, deixei a cidade apressadamente, sem armas nem bagagem, antes do caos final, assim permaneceram sete virtudes face a sete corruptos.
Entre os companheiros de fuga que reencontrei mais tarde, alguns tinham observado de longe o cataclismo final, o afundamento da Cidade e os seus testemunhos concordavam também quanto a este ponto, sete silhuetas foram vistas elevando-se em direcção ao sol por raios ardentes.
Fiquei feliz ao pensar no destino final de Sylphael cuja vida inteira havia sido radiante.

No último suspiro da minha vida começo a fazer esboços apressadamente tentando que transmitam memórias visuais da grande Cidade de Oanylone ao mundo dos sobreviventes. Possa a humanidade sempre recordar-se do exemplo dos virtuosos e do castigo dos orgulhosos.


Original em:
http://rome.lesroyaumes.com/viewtopic.php?t=1781
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No momento em que desistimos dos sonhos a vida fica desprovida de sentido...
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