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[Livro Das Virtudes] Arcanjo São Miguel

 
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NReis
Cardinal
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MessagePosté le: Ven Mar 20, 2015 10:05 am    Sujet du message: [Livro Das Virtudes] Arcanjo São Miguel Répondre en citant

Citation:
Hagiografia do Arcanjo São Miguel



Nascimento de Miguel

Miguel nasceu na cidade de Oanylone, era o quinto dos dez filhos de Diane e Robin, um casal de caçadores que vivia, como muitos neste período, para servir alguém mais rico que eles.
O seu mestre, porque assim deviam chamar-lhe, não tinha outro propósito senão adquirir mais riquezas e terras do que aquelas que conseguia utilizar.

Este homem, conhecido pelo nome de Mestre Satanás Sibarita, proclamara possuir as terras até dois quilómetros ao redor da cidade, e todos aqueles que lá caçassem ou cultivassem a terra deviam recompensá-lo com metade.
Dizia-se que ele não adormecia se o dia não lhe tivesse rendido o suficiente para encher dois dos seus cofres, um de milho, o outro de carne.
Enviava os seus capangas para recolherem sempre mais aos infelizes que viviam na periferia da cidade.




A vida de Miguel

Miguel cresceu entre os mais pobres de Oanylone, aprendendo com o seu pai a arte da caça e do manuseamento da lança. Da sua mãe aprendeu a seguir as pistas deixadas pelos animais que caçava. Aprendeu também a ler as estrelas para encontrar o caminho. Viver com os seus nove irmãos e irmãs incutiu-lhe a partilha e o amor pelos outros.

Aos treze anos, Miguel tinha já a estatura e força de um adulto, sendo o mais velho dos rapazes da família. Era frequentemente ele quem defendia os seus irmãos e irmãs fazendo frente àqueles que queriam a sua miséria. E embora ele nunca fizesse mal a ninguém, era temido e respeitado pelos moradores dos subúrbios. Rapidamente começaram a pedir-lhe para arbitrar os conflitos porque diziam que ele conseguia ler o coração das pessoas.

Quando não havia provas para decidir entre duas pessoas, colocava a sua lança sobre a cabeça de um deles e, se a lança permanecesse em equilíbrio, a pessoa dizia a verdade, no caso contrário mentia. Mas rapidamente, deixaria de utilizar mais a sua lança.
Perante o simples facto de anunciar que o fariam vir, o culpado confessava, e as coisas resolviam-se por si mesmas. Alguns diziam que tinha um poder sobrenatural, mas os mais sábios sabiam do que se tratava.
No entanto, apesar da sua grande sabedoria e da sua destreza com a lança, nada podia fazer contra os servos do Mestre Satanás Sibarita, que se tornavam cada vez mais gananciosos.

O seu pai faleceu no dia do seu vigésimo aniversário, tornando-o no patriarca, porque era o mais velho dos rapazes. Foi neste período que recebeu a visita do seu amigo Timóteo que veio pedir-lhe permissão para casar-se com Emmelia, a sua irmã mais nova.
Em Oanylone, os sacerdotes tinham abandonado o povo para se ocuparem exclusivamente das pessoas notáveis e dos mais ricos aportando-lhes os favores do Altíssimo.
Miguel encarregou-se então de organizar o noivado e todos foram bem-vindos.

Nesse dia, Simplicius, um dos tenentes do Mestre Sibarita, estava presente e rendeu-se aos encantos da irmã de Miguel. Regressou no dia seguinte com os seus guardas e exigiu que Emmelia os seguisse para entrar ao serviço de Satanás, mas Miguel interpôs-se e deixou a guarda num estado lastimável e finalmente Simplicius ficou à sua mercê…
Mas no lugar de o matar, pegou na sua adaga e deu-lha dizendo:
Se o teu olho direito te atrai para o que não te é destinado, arranca-o e queima-o, porque mais vale que uma parte de ti pereça, do que atrair para ti a ira de Jah.”
O tenente não o mandou prender e voltou para junto do seu mestre. No entanto, regressou no dia seguinte com uma escolta maior, deteve Miguel e Timóteo que foram conduzidos e encerrados na prisão de Oanylone.



A destruição de Oanylone

O primeiro dia de cativeiro foi também o primeiro dos sete dias que resultaram na destruição da primeira cidade dos homens.
Um relâmpago atingiu o muro da prisão permitindo a Miguel e ao seu amigo fugir do caos e juntar-se aos seus.
Miguel reagrupou tantas pessoas quanto lhe foi possível, dizendo-lhes que o castigo do Criador seria terrível, mas que os justos poderiam viver uma nova vida longe da cidade maldita.
Como Timóteo era pescador, propôs juntar-se a ele no porto para fugir pelo lago. Miguel ajudou a embarcar no esquife aqueles que mereciam pela sua fé em Jah. Como ainda restavam lugares, ele pediu ao seu amigo para deixar subir as crianças que estavam refugiadas perto deles.
Uns cobardes que queriam fugir da cidade, mais por medo que por seguir a vontade de Jah, tentaram tomar o esquife de assalto, mas Miguel interpôs-se, permitindo ao seu clã e às crianças deixar a cidade sem aborrecimentos.
Uma vez que os seus amigos estavam em segurança, ele ficou sozinho, e durante os seis dias salvou os que podiam ser resgatados.
No sétimo dia, havia pessoas para salvar, mas eram demasiadas para qualquer barco. Como por milagre apareceram outros dois esquifes. Convidou então aqueles que tinham o coração puro a subir sobre estes barcos. Parecia capaz de ler nos olhos das pessoas se a sua fé era real, e enviava aqueles que considerava dignos no primeiro barco e os que fugiam por medo ou para salvar as suas riquezas no segundo barco. Vendo os dois barcos cheios, recusou-se a subir, dizendo que Jah tinha uma missão para ele e que devia ficar para salvar outros amigos.
Chegado à saída da cidade o primeiro barco dirigiu-se sem problemas para o alto mar, enquanto o segundo, mais pesado por causa do ouro, ficou preso nos baixios. Desapareceu com a cidade quando os grandes ventos destrutivos vieram do centro da Terra, rachando a terra em numerosos abismos.

Alguns que sobreviveram, longe da cidade, contaram que nesse momento, enquanto a chuva caia, apesar de um céu sem nuvens, um arco-íris vindo directamente do sol caiu sobre a cidade. Miguel foi escolhido por Jah para assim ser levado por uma nuvem celestial e tornou-se num dos sete Arcanjos.




Primeira aparição

A primeira aparição do Arcanjo é na verdade aquela que fez dele um anjo guerreiro ainda que jamais tivesse feito correr sangue.

Algumas gerações após o dia do juízo final e da morte de Miguel, dois clãs descendentes directos daqueles que ele tinha protegido, rivalizavam porque uma parte tinha construído um templo a Miguel, e tinham-no mesmo renomeado considerando-o como igual a Jah, porque fora capaz de os salvar. Os outros consideravam o sacrifício de Miguel como um exemplo e não como o acto que faz de um humano um deus.

Inspirado pelas trevas, aquele que se tinha declarado Grão Sacerdote de Anubis viu o seu poder aumentar (nome que deram a Miguel, não se sabendo ao certo a razão, poderia ser que esse fosse o nome do seu clã, mas nenhum indício deste facto foi encontrado até este dia). Dizendo receber as suas indicações do seu próprio deus, o Prelado nomeou um recém-nascido soberano do povo, porque era filho de Anubis e governou em seu nome muitos anos e fez derrubar o templo dedicado a Jah, declarando que desde que esse Deus falhara em proteger os seus fiéis e que estes iriam transformar-se em seus escravos. Para solidificar o seu poder e fazer esquecer o verdadeiro Jah, ele tomou o nome dos Arcanjos para os tornar deuses por sua vez.

O patriarca dos fiéis implorava a Jah todos os dias e, apesar do seu sofrimento, agradecia-Lhe o que tinham.
O Senhor teve pena e enviou o Arcanjo em pessoa.
São Miguel apareceu numa armadura, com uma longa lança e um largo escudo e fez-se reconhecer por todos ao aparecer no topo do templo que lhe era destinado.

O Grão Sacerdote interpelou-o e disse-lhe:
«Anubis, finalmente vieste agradecer aos teus fiéis e recompensar-nos por termos construído tanto por ti?».
Miguel respondeu-lhe: «Não, vim trazer a palavra de esperança de Jah para aqueles que não se desviaram Dele, porque muitas são as comunidades de fiéis que percorrem o mundo aguardando a chegada dos profetas que os reunirão no amor e na amizade.».
O Grão Sacerdote não o reconheceu e ordenou aos seus guardas que provassem a fraude massacrando os fiéis do Deus único. Miguel interveio e durante dois dias repudiou os assaltantes sem matar nenhum, permitindo aos fiéis fugir em direcção a outras terras.

Após os dois dias de combate, os fiéis do Grão Sacerdote estavam demasiado cansados, demasiado feridos para perseguir quem quer que fosse e viram asas crescer nas costas do Arcanjo permitindo-lhe regressar aos céus. O Prelado fez executar todos os guardas pelos seus sacerdotes e disse que não tinha sido Anubis a vir, mas um deus vingativo para os castigar por terem deixado com vida os servos do falso Deus único.

Há versões desta lenda afirmando que o Arcanjo era o chefe de um exército de anjos, outra que ele tinha armado o mais fortes dos fiéis, e outra mesmo em que nada mais fez que inspirar o mais valente dos servos de Jah para liderar a revolta e guiar o seu clã através do deserto. Tudo isto não tem grande importância, o essencial é que foi esta intervenção de Miguel e a vontade de Jah que permitiu aos Seus filhos fugir para terras mais clementes.




A lenda do Monte de São Miguel

A segunda aparição do Arcanjo que encontrei situa-se na época em que certos Bárbaros veneravam deuses alcoólicos tendo como único templo as tavernas e como única liturgia a bebedeira. Nesta época existia uma comunidade de fiéis perseguidos por um bárbaro de nome Saathan que venerava um deus alcoólico que exigia o sacrifício das crianças.

A comunidade que fugira para Norte encontrava-se presa numa floresta à beira do oceano. O patriarca da comunidade pediu a todos os seus para se prepararem para se sacrificarem no oceano de forma a não caírem nas mãos dos bárbaros. Dirigiram-se então para o ponto mais alto da costa e começaram a rezar a Jah para que pedisse a São Miguel que preparasse a chegada das suas almas.

Jah, que não podia tolerar que os Seus filhos pusessem fim à sua vida, fez saber ao patriarca, por intermédio de um mensageiro celestial, que não cabia ao filho decidir o dia em que se juntará ao seu Criador. Ordenou, portanto, que se o amassem e tivessem fé Nele, derrubassem grandes árvores e construíssem uma paliçada à volta do rochedo. Uma vez concluída, fariam uma grande festa e acenderiam um fogo no topo do rochedo para que Saathan soubesse a sua posição.

Assim foi feito e, sete dias após a conclusão da paliçada, o fogo foi aceso. De manhã viram as tropas de Saathan cercar o rochedo e começar a atacar a frágil protecção do penhasco. Com a ajuda de pedras e lanças, os fiéis preparavam-se para a luta já que esta era a vontade de Jah. Entretanto, no mesmo lugar onde o fogo tinha sido aceso, um anjo vestido com uma armadura e carregando uma lança e um escudo apareceu…. Nada disse, mas todos os fiéis souberam quem ele era.

O Arcanjo Miguel lançou a sua arma em direcção ao horizonte que parecia elevar-se em direcção aos céus e avançar em direcção ao rochedo como um muro de cavalos a galope. Este muro levou tudo à sua passagem, mas não destruiu a débil paliçada. As tropas de Saathan foram engolidas e quando o mar se retirou, fizera do rochedo uma ilha cercada de areia movediça, onde acabara de afundar-se o exército vencido pela fé dos fiéis.

_________________
His Excellency NReis Ribeiro de Sousa Coutinho | Archbishop of Braga | Vice-Primate of the Kingdom of Portugal | General Secretary of the Roman Registers | Writer of the Saint Office | Translator on Villa San Loyats



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