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[PT]Demonografia de Belial

 
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Jolieen
Cardinal
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MessagePosté le: Mer Juil 17, 2019 11:01 am    Sujet du message: [PT]Demonografia de Belial Répondre en citant

Citation:



    Demonografia de Belial


    Nascimento de Belial

    Adiguaëlle, esposa de Théophile, era uma mulher virtuosa. Na grande cidade de Oanylone, ela cuidava dos pobres e necessitados. Todo o seu tempo era dedicados a eles. Passava pelas ruas imundas, estendendo a mão àqueles que eram esquecidos pelos mais ricos, pois em Oanylone as desigualdades estavam cada vez mais pronunciadas. Os ricos envolviam-se na opulência e na luxúria enquanto os mais desfavorecidos tornavam-se invejosos, ciumentos e cheios de raiva.

    Foi nestas circunstâncias que Adiguaëlle ficou grávida. Seu marido e ela estavam muito felizes e continuavam a viver no amor Divino, apesar de todos os dias, ao redor dela, as pessoas caluniarem e cuspirem na sua felicidade. "Por que ela devia ser feliz?", pensavam e falavam eles. Ela devia sofrer como todos à sua volta sofriam da pobreza. E foi nessas circunstâncias de raiva e ciúme que estes filhos nasceram. O primeiro chamou-se Micael, que segundo uma lenda significava "doe e ame" e o outro chamou-se Belial, o que significava "doas e receberás".

    Adiguaëlle estava exausta, tanto pelo parto quanto pela situação na rua, que a preocupava. Ela não fazia ideia que a Criatura Sem Nome fomentava os pesadelos mais vis contra a sua família, pois alimentava a dor, a cólera, o ódio contra os ricos e os felizes. E, uma noite, quando a família de Théophile menos esperava, a multidão transformou-se numa nuvem de raiva que se abateu sobre eles. Num último instinto de sobrevivência, Théophile tirou Micael e o seu irmão das mãos da sua mãe e, depois de os ter beijado, escondeu-os sob uma caixa. Ele apenas tinha pousado a caixa quando aqueles por quem Adiguaëlle trabalhava todos os dias entraram. Os homens gritaram contra Théophile e esfaquearam-no antes que ele pudesse defender-se. Adiguaëlle foi violada sucessivamente antes de ser eviscerada. Os golpes sucederam-se uma e outra vez, a lâmina passando de mão em mão, cada um dando um golpe fatal no corpo da pobre mulher. Mas as crianças, sob a sua caixa, foram poupadas, porque ninguém as viu.



    Infância de Belial

    Não sabemos como, mas as duas crianças foram salvas do incêndio que se seguiu. Foi uma dama complacente que os socorreu ou terá sido a Criatura Sem Nome que os esqueceu? Ninguém sabe realmente.
    Porém, sabe-se com certeza que eles foram acolhidos por Ménopus, um homem idoso e piedoso que nada sabia da origem destes "amores", como gostava de os chamar, e que nem mesmo queria saber. Ele dava a estes pequenos o leite que produzia graças à sua vaca Minerva. Estes dois meninos cresceram sem nunca se separarem. Havia entre eles um vínculo tão grande que ia além da amizade e do amor fraterno, mas, infelizmente, um deles acabaria por se afastar.

    Os dois irmãos cresceram longe das tentações da Criatura Sem Nome. Belial respirava piedade e continuava a cuidar dos outros mais do que de si próprio Ele permanecia próximo do seu irmão Micael que, também, se virava para o seu próximo, como Ménopus lhes tinha ensinado. Contudo, Belial não sabia nada dos seus pais e isso atormentava-o. "Como Ménopus os encontrara? O que acontecera com os seus pais para que ninguém ao seu redor lhes falasse deles?", eram pensamentos constantes em sua mente.



    A tentação de Belial

    Uma noite, após um longo dia de trabalho, Belial colocou-se a meditar no telhado da sua casa. O telhado da sua casa tinha um terraço que lhe permitia ver uma grande parte de Oanylone. Ele ficou ali muitas horas, a perguntar-se sobre o seu passado, sobre os seus pais, sobre a sua situação. Uma sombra veio até ele e envolveu-o delicadamente. O jovem adolescente não assustou-se com tal escuridão.

      Belial: Quem és tu? Tu que me vens ver ao cair da noite, és um amigo ou um inimigo?
      Criatura Sem Nome: Eu não tenho nome porque posso ser tudo o que quiseres, Belial. Olha à tua volta. Por que privilegiar os outros, especialmente quando eles não têm nada para te oferecer?
      Belial: Porque eles precisam de mim...
      Criatura Sem Nome: Serve então os ricos pois eles pagar-te-ão, assim não trabalharás de graça...
      Belial: Eu nunca trabalhei de graça. Essas pessoas precisam de mim e se eu não o fizesse, quem o fará no meu lugar?
      Criatura Sem Nome: O que te dão eles em troca? Nada. Eles praguejam contra ti, pois quanto mais lhes dás, mais eles te pedem. Afasta-te deles, pois eles far-te-ão infeliz.

    Naquela noite, Belial permaneceu pensativo por muito tempo após a Sombra ter desaparecido. Por que matar-se com o trabalho ao passo que os mais ricos poderiam cobri-lo de ouro? Este pensamento ganhou influência sobre ele à medida que a Sombra o veio ver novamente, corrompendo a sua mente.



    A corrupção de Belial

    Assim, ele começou a pedir aos pobres para lhe pagarem por seus serviços, algo que eles não podiam fazer. Então, ele parou de os ajudar, e voltou-se para a preguiça e o pecado. A sua vaidade e o seu orgulho tornaram-se visíveis aos olhos de todos. Belial tornara-se um belo homem e no seu rosto, cada vez mais, a sua ganância emergia. Ele só dava aos ricos a fim de receber cada vez mais, afastando-se do seu irmão que vivia em humildade. Seu irmão Micael implorou-lhe para voltar atrás na sua palavra e continuar a servir aqueles que realmente precisavam, mas ele riu-se dessas palavras. Belial ostentava agora um rosto emaciado e uma longa capa negra gasta por todo o lado. Aqueles que o rodeavam diziam que chifres demoníacos cresciam na sua cabeça. Mas Belial não se importava muito com isso. Ele sabia agora que cada um dos seus gestos era inestimável. Ninguém poderia ser mais piedoso que ele, vendendo muito caro os seus conselhos e os seus serviços.

    Homens começaram a acreditar nele e escutavam a sua palavra. Belial exaltava a sua superioridade sobre o comum. Ninguém tinha mais talento que ele. Os seus dedos tornaram-se longos e angulosos para melhor apanhar o ouro que ele acumulava. Ele sentia-se indispensável para a cidade, ele sabia-se indispensável para a cidade.



    Representação de Belial durante a sua condenação


    A Condenação Eterna

    Belial tornara-se um dos homens mais poderosos e mais respeitados de Oanylone. Enquanto a Sombra lhe sussurrava no ouvido, ele exortava as multidões a encontrar os traidores, tais como o seu irmão, que continuavam a escutar os falsos preceitos que Oane destilara na mente de todos. Muito rapidamente, Belial, o Orgulhoso, passou a fazer parte dos Inaudiendis (Nota: em latim, aqueles que não ouvem) juntamente com seis outros blasfemos que, durante os sete dias dados pelo Altíssimo antes da destruição da cidade, pregavam contra o Criador e as Suas obras, tal como contra os sete homens que representavam as sete virtudes, grupo no qual o seu irmão Micael estava incluído.

    E, quando a Ira do Altíssimo se abateu sobre a cidade, quebrando a terra e inundando as ruas com o fogo vindo do centro da terra, ele estava entre os condenados, com todos aqueles que permaneceram na metrópole, convencidos pelas palavras insidiosas da Criatura Sem Nome. Os inaudiendis foram enviados às profundezas dos abismos do Inferno Lunar, onde o fogo ruge e onde os pecadores são supliciados.

    Se olharmos, todos os seres da Criação são pecadores, mas o Altíssimo, na Sua grande bondade, ofereceu o perdão, e quem não o aceita conservará o seu pecado e sofrerá até o fim dos tempos. Na sua condenação, Belial transformou-se em uma criatura terrível, segundo dizem tomou como forma o corpo de um cavalo impetuoso e a cabeça de um touro raivoso.



    O exorcismo de Belial

    No começo da Igreja, esta era ainda frágil, e Belial pensou que, para melhor a destruir, era necessário agir pelo interior. Sempre tão orgulhoso, ele decidiu tomar posse do corpo do mais alto dignatário da Igreja: o Papa. Naquela época, o Papa Higino fora afetado por uma grave doença; Belial, cheio de covardia, possuiu-o, e a partir desse momento as feições do Santo Padre começaram a mudar. Um servo, Mirall, percebeu isso e implorou ao Altíssimo para enviar alguém. O arcanjo Micael, santo padroeiro da contra-possessão, nomeado mais tarde exorcista, foi enviado.

    Ele irrompeu tão rápido quanto lhe era possível, as suas seis asas batendo até perder o fôlego, afinal, se a Igreja caísse naquele momento, o resultado seria atroz. Ele entrou no corpo de Higino e, com isso, os seus pensamentos virtuosos deveriam destacar-se, mas do seu lado Belial lutava também.

    Belial: «Tu ousas intervir contra o teu próprio irmão, Micael? Tu não vês que o teu Deus se serve de ti?»
    Micael: «Tu não mais meu irmão, Belial. Eu renego-te, volta de onde vieste, volta a povoar o abismo, só Deus é soberano, só Deus é o mestre! Que somente as virtudes deste homem surjam!»

    Enquanto este confronto se desenrolava, o Paraíso Solar e o Inferno Lunar pareciam também lutar entre si numa batalha decisiva entre o bem e o mal.

    Micael: «Volta de onde vieste, Príncipe dos Demónios e deixa a alma deste homem em paz, ouviste? Vade retro Belial! Volta de onde vieste!».

    Naquele momento, uma chama surgiu da boca do possuído e foi bater longe no astro que domina a Noite, enquanto o céu retomava a sua cor normal.

    São Micael subiu aos céus em glória, sentado numa nuvem e acompanhado por mil vozes celestes cantando a glória de Deus, pois só Deus é soberano.


Original: http://rome.lesroyaumes.com/viewtopic.php?t=53393&start=1
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Cardinal-Deacon of the British Isles -Bishop In Partibus of Lamia - Prefect to the Villa of St.Loyat - Expert to the pontificial collages of Heraldry - Assessor to the Developing Churches
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