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[Discussão] União Homoafetiva

 
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Eduardo



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MessagePosté le: Mer Avr 04, 2018 9:39 pm    Sujet du message: [Discussão] União Homoafetiva Répondre en citant

Caríssimos,

Este é um assunto que julgo ser impossível lidar apenas como personagem. Por isso, vou falar um pouco como personagem e um pouco como jogador.

Acredito que todos aqui já devem ter percebido com a notícia KAP, que ocorreu um casamento homoafetivo em Leiria, onde casaram-se Charlote e Cleoptra, celebrado por Galateia. Eu como jogador, não vou usar a posição privilegiada do meu personagem de Cardeal e Inquisidor, para apresentar qualquer sanção aos personagens das/dos jogadores que decidirem realizar uma união desta, uma vez que há mecanismos InGratebus que permitem isso. Alguns jogadores se escoram a luz da tal "coerência histórica", para justificar seus preconceitos transmitidos nos personagens. Mas é muito triste, pois há várias outras questões em OsReinos que não estão de acordo com a coerência histórica, mas ninguém usa deste argumento para reclamar. Uma rápida passada de olhos no jogo, e conseguimos encontrar muitas relações que em 1466 não aconteceriam de maneira alguma.

Um jogo de RolePlay não precisa ser a cópia exata da vida real, com todos os seus antagonismos, perseguições, discriminações e falhas.

Eu tenho recebido desde ontem, cartas do Vigário-Geral de Braga, cobrando-me uma posição quanto à isso. Cartas cheias de "verdades dogmáticas", acusando-me e exigindo posições que eu não vou fazer. Além disso, eu enviei um ticket para a Celsius, para saber a opinião deles neste assunto. Vale sempre lembrar que qualquer tipo de discriminação é um crime, talvez o pior que humanidade já criou. Isto é mais um desabafo do que uma discussão propriamente dita. Apenas gostaria de deixar claro, e vale sempre repetir, que não vou me posicionar contrário a esta união e a nenhuma outra que venha acontecer.

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NReis



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MessagePosté le: Mer Avr 04, 2018 11:28 pm    Sujet du message: Répondre en citant

Há algumas questões que precisam de ser esclarecidas, e é isso que se tem de dizer ao Vigário-Geral de Braga:

- 1º: O matrimónio foi contraído numa cerimónia presidida por um clérigo Aristotélico? Se sim, devemos intervir. Se não, não é da nossa conta.

- 2º: Alguma das recém-casadas era fiel aristotélica (vulgo, batizada)? Se sim, poderemos ter que analisar melhor a situação; se não, não é da nossa conta.

O que se tem que entender é: A Igreja Aristotélica tem certos preceitos. Se alguém se junta à Igreja Aristotélica aceita esses preceitos e é desses que nós devemos "cuidar". Agora, se alguém não é fiel, não temos o dever de intervir. Nem agora, nem nunca.

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NReis



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MessagePosté le: Mer Avr 04, 2018 11:32 pm    Sujet du message: Répondre en citant

Acabei de verificar. Nenhuma das recém-casadas era batizada. A pessoa que celebrou o casamento também não é batizada nem ordenada pela nossa Igreja.

Logo, não temos qualquer jurisdição sobre o assunto. É isso que se tem que explicar ao Vigário-Geral. Simples.

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Eduardo



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MessagePosté le: Mer Avr 04, 2018 11:36 pm    Sujet du message: Répondre en citant

Na verdade eu expliquei isso. Mas ele continuou insistindo no assunto. Eu o orientei a apresentar uma petição na Aula Jarkov, e fui acusado de fazer "vista grossa".
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Kalimetro



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MessagePosté le: Jeu Avr 05, 2018 12:55 pm    Sujet du message: Répondre en citant

Na verdade a minha visão do assunto é um pouco mais além. No jogo temos muitos da via Igreja que são (ou foram) casados e tem familia, esposa, filhos, netos. Se formos levar tudo a ferro e fogo não sobrariam muitos para o jogo.

Não acho que deviamos fazer vista grossa mas vejo um horizonte cheio de possibilidades a nivel de RP. Acredito que o ocorrido não deve ser misturado à VR, as personagens em si tem RP´s anteriores e muito claro se faz que ambas já tiveram outros parceiros que não eram homoafetivos. Além do mais, cabe a nós, representantes do Senhor fazer com que as coisas sigam pelo rumo correto. Vejam, eu não estou falando que é errado, mesmo porque nos livros de historia vemos muitas coisas semelhantes, o que digo é, a Igreja de Portugal é muito forte e influente no que tange os parametros de exemplos, o nosso posicionamento pode decidir e influenciar outras Igrejas a seguirem pelo mesmo caminho.

Antes do casamento das meninas acontecer em Alcacer do Sal teve um casal "lesbico" onde uma das partes era uma portuguesa também. Já não me recordo o nome mas isso serve para ver que não é um ato isolado e unico. Eu sou a favor de um posicionamento quanto ao RP que devemos seguir. Muitas tentativas já foram feitas e todas frustradas e dar seguimento a uma linha firme da Igreja.
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Beatrix_algrave



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MessagePosté le: Jeu Avr 05, 2018 4:10 pm    Sujet du message: Répondre en citant

- Na verdade eu estou mais preocupada com o fato da pároca de Leiria ser ou não ordenada ou diaconizada. Sabemos das condições atuais e de toda a necessidade envolvida, mas era importante termos membros da igreja em todas as paróquias, ao menos batizados. Isso deveria ser nossa preocupação, termos membros fieis nas paróquias.

Eu já sou aristotélica há um certo tempo e me recordo de algumas situações envolvendo cerimónias homoafetivas. Em uma delas houve a solicitação para a realização da cerimónia para um pároco ordenado. Na ocasião a cerimónia foi impedida e inclusive, buscou-se punir os envolvidos, pois o cânone não permitia casamentos assim. Informe da época. Não se chegou a tal, mas a cerimónia não foi concluída. Mas era uma situação diferente, visto que ambos eram aristotélicos, era uma cerimónia Resparendo e houve uma fraude quanto a declaração de gênero de um dos noivos que usou uma identidade falsa.

A dúvida é, afinal, o cânone permite ou não permite? Se permite, seria interessante divulgar isso e deixar claro aos fieis, pois creio que é isso que está confuso para alguns.

O que diz o direito Canônico como todos aqui sabem:


Citation:
Parte II: O Sacramento do Matrimónio


Secção A: O Sacramento

Artigo 1: O quadríptico causal:
A causa material = Um homem e uma mulher, fieis da Igreja Aristotélica.
A causa eficiente = Todos os clérigos habilitados para tal.
A causa formal = A cerimónia, a troca de votos e de alianças.
A causa final = Uma união diante do Altíssimo e dos homens com o objectivo de fundar uma família e de encontrar a amizade aristotélica.

Artigo 2: Os princípios da Igreja em matéria matrimonial e da natureza do próprio matrimónio são descritos no livro 4 sobre as doutrinas e sacramentos da Igreja.

Artigo 3: O matrimónio é a consagração do acordo profundo entre duas pessoas, criando uma comunidade de vida indissolúvel e simbolizando a amizade aristotélica numa das suas formas mais estritas.

Artigo 4: Os únicos habilitados a celebrar um matrimónio são os padres que tenham um cargo clerical, bem como os clérigos habilitados a conceder esse sacramento.

Artigo 5: Todo o matrimónio não se pode celebrar sem a autorização do responsável da paróquia de cada um dos dois futuros esposos.

- Artigo 5 bis: Em caso de ausência de responsável, é a autoridade religiosa local directamente superior a dar esta autorização.



Ao menos em minha leitura, o direito canônico no presente momento não permitiria. Mas daí entram as questões levantadas pela Eminência Dom Nreis, que deveriam na verdade ser as primeiras considerações a serem feitas.

Quanto a isso, o Vigário Geral de Braga chegou a me procurar a respeito, e eu disse que os casamentos IG não tem valor aos olhos da igreja, o que valeria seriam os casamentos em Res Parendo que possuem registros em Roma. Ainda que eles possam suscitar sanções em alguns casos, o que não é o caso ilustrado aqui. A questão de gênero para mim não foi o ponto mais importante, mas questionei sobre o casamento em cerimónia pagã. Se um dos cônjuges fosse aristotélico, ele estaria participando de uma cerimónia herética, mas não é o caso. Se ambas são pagãs, não há o que intervir, pois a liberdade de culto é garantida no reino, e não temos que nos envolver em tal questão, pois não é da nossa alçada, e elas não estão cometendo nenhum crime. Não tem nem porque encaminhar para a Aula Jarkov.

Eu ainda enviaria uma resposta mais incisiva focando nesses pontos para encerrar a questão. Informação clara, direta e paciente, visto que o Vigário Geral ainda é novo na fé, ainda que bem intencionado.

Quanto a proposta do padre Kalimetro, concordo que é importante darmos um direcionamento Res Parendo e clarificar as coisas. Algumas delas a meu ver merecem no mínimo nossa reflexão.

OOC:

Agora falando como jogadora. Eu me lembro quando a Rosa.lia fez uma enquete sobre esse tema em Praça Pública e a maioria dos jogadores foram contra casamentos homoafetivos por motivos supostamente históricos e eu fui a favor. Na minha opinião como jogadora, a Igreja Aristotélica não tem porque seguir os princípios do Cristianismo histórico quanto a várias questões, pois ela não é o Cristianismo histórico. Sinceramente, não vejo entrave a isso mesmo no Cristianismo, a não ser em certas interpretações que se fazem dele, mas não vou entrar nesse tema polêmico e nem desejo discutir religião VR. Uniões homoafetivas ainda que consideradas ilícitas em algumas épocas VR sempre existiram e sempre existirão. Negar isso é tolice. Mas enfim, aqui se quer realismo histórico apenas quando se convém. Afora que as concepções de "verdades" históricas que as pessoas tem são por vezes limitadas.

Como eu já disse outras vezes, eu até gostaria que a Igreja Aristotélica fosse mais diferente da Igreja Cristã histórica, inclusive abolindo o celibato, que a meu ver não faz sentido algum no nosso contexto. Até porque Aristóteles, o filósofo e profeta principal, teve dois filhos e foi casado com Pítias. Enfim, é a opinião da jogadora. Por mim, jogadora, nenhuma dessas proibições haveria, nem quanto ao casamento homoafetivo, nem quanto ao casamento dos padres ordenados.

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NReis



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MessagePosté le: Jeu Avr 05, 2018 6:50 pm    Sujet du message: Répondre en citant

Na forma como o Direito Canónico está escrito atualmente, casamentos homoafetivos não são permitidos. Talvez no futuro, mas não agora.

A verdade é que esta discussão se está a realizar também na Cúria, porque por vezes depende da interpretação que se tem das escrituras, olhando-se também para os exemplos históricos, como o de Aristóteles. Mas, até este ser alterado, não é permitido.

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Palladio



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MessagePosté le: Jeu Avr 05, 2018 10:20 pm    Sujet du message: Répondre en citant

- Sou da mesma opinião que o Nreis. A situação é muito clara. É importante que o Bispo não registe a cerimónia, pois, foi realizada fora da alçada da nossa Igreja. As pessoas são livres de o fazerem, mas não serão cerimónias oficiais nem terão qualquer tipo de validade, ou invalidade ou até mesmo nulidade, ao nosso olhar. É como se não existissem.

HRP:
- Enquanto jogador, uma das coisas que senti pena (desilusão) na evolução do jogo, foi a tendência da Igreja Aristotélica aproximar-se mais da Igreja Católica, do que a Antiguidade Clássica da Grécia, conforme inicialmente delineado - talvez nesse sentido o casamento fosse permitido na Igreja Aristotélica. Como tal não aconteceu, é perfeitamente natural que as coisas tenham seguido esse rumo.

Como é um assunto polémico e tabu, infelizmente mesmo no século XXI, sugiro ao jogador @Eduardo que se abstenha da situação e diga ao jogador que é Vigário Geral (quem é?) para respeitar a posição de um superior hierárquico - já que me parece haver aí uma tendência de levantar alguma celeuma, quando não se justifica, pela leitura parcial do DC (já que se fosse uma leitura total, ele iria ouvir e seguir as diretrizes de um superior hierárquico e não fazer chantagem emocional).

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Eduardo



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MessagePosté le: Jeu Avr 26, 2018 4:43 pm    Sujet du message: Répondre en citant

[color] Caríssimos, agradeço a todas as manifestações. Neste caso, vou arquivar está discussão, uma vez que já está resolvida.[/color]
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Eduardo



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MessagePosté le: Jeu Avr 26, 2018 4:43 pm    Sujet du message: Répondre en citant

Trancado e movido pelo Primaz.
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Eduardo



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MessagePosté le: Sam Avr 28, 2018 12:57 am    Sujet du message: Répondre en citant

Caríssimos,

Eu trouxe novamente este tópico, pois recebi a informação de que de fato a Charlote declarou-se como fiel aristotélica em uma entrevista a Kap. Gostaria de saber a opinião de vocês sobre escrevermos um comunicado de esclarecimento corrigindo a informação.
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Beatrix_algrave



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MessagePosté le: Jeu Mai 17, 2018 1:55 am    Sujet du message: Répondre en citant

- Também foi feita uma declaração sobre a cerimónia In Gratebus como se fosse uma cerimónia aristotélica. Creio que caberia um esclarecimento sobre a posição da igreja no momento e que o casamento homoafetivo não é reconhecido pela igreja aristotélica como válido. Também cabe ressaltar que o casamento In Gratebus não é o casamento religioso, por mais que a igreja já tenha publicado documentos a respeito ainda resta esta confusão. O único registro da Charlotte que aparece entre os batismos é dela como testemunha de um outro batismo. O que é estranho, pois as testemunhas ou no caso, padrinhos precisam necessariamente ser batizados. Não teria esse registro se perdido?


[Damienn] (Damien Mondrágon), por [NReis Ribeiro de Sousa Coutinho], no dia [12/06/1463] em [Aveiro], testemunhado por Charlote Sagres
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Nicollielo



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MessagePosté le: Jeu Mai 17, 2018 3:19 am    Sujet du message: Répondre en citant

Conferi todos meus registros e não encontrei nada, como ainda não registrei alguns sacramentos realizados em Capelas seria possível que ela tenha sido batizado em uma dessas capelas porém já conferi e não encontrei nada. Amanhã irei verificar nas paróquias locais, alias ressalto um assunto que abri na AEP sobre os registros, para pedirmos para (os adms) enviarem eles para os depósitos da igreja em Portugal, lá seria muito mais facil.
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Nicollielo



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MessagePosté le: Ven Mai 18, 2018 5:13 am    Sujet du message: Répondre en citant

Após verificar todos registros de Portugal, escrever cartas aos Sacerdotes de cada Paróquia do Reino em busca de alguma informação e ainda assim não encontrar nada sobre o registro de Charlote, retorna para a Assembleia indignado.

- Procurei em todas paróquias e não encontrei nada, conferi nas Capelas Nobiliares e também não achei, será que ela foi batizada em alguma capela de Ordem Militar? Não está nos registros da Ordem dos Templários nem do ERP que recebi do Reverendo João Bórgia, pensei na OMDP em que ela fez parte, não achei nenhum registro la, talvez seja porque mudaram a sala (o fórum).
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Eduardo



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MessagePosté le: Ven Mai 18, 2018 7:27 am    Sujet du message: Répondre en citant

Eu entendo que o assunto é importante, mas acredito que não é necessário fazer um comunicado oficial da igreja esclarecendo que a Charlote não é fiel aristotélica. Só colocaria lenha em um assunto adormecido.
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